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sábado, 3 de abril de 2010

O QUE É UM MENINO?

Os meninos vêm em tamanhos, pesos e cores variados. Eles estão em toda parte: em cima, embaixo, lá dentro, lá fora, pulando, correndo…
As mães naturalmente os adoram, as meninas os detestam, os irmãos mais velhos também, os estranhos os ignoram, e o céu os protege.
Um menino é a verdade de cara suja, a sabedoria de cabelos desgrenhados, a esperança com uma rã no bolso.
Os meninos têm o apetite de um cavalo, a digestão de um avestruz, a energia de uma bomba atômica, a curiosidade de um gato, os pulmões de um político, a imaginação de Júlio Verne, a timidez da violeta, a audácia do tigre, o entusiasmo de um líder – e quando fazem algo, têm 5 polegares em cada mão.
Adoram doces, canivetes, serras, novidades, histórias em quadrinhos, o filho do vizinho, o campo, a água (menos a do banho), os animais, o papai, trens, domingos de manhã e carros de bombeiro.
Detestam visitas, rezas, escolas, livros sem figuras, aulas de música, gravatas, o barbeiro, meninas, casacos, adultos e a hora de dormir.
Não há quem se levante tão cedo, nem quem se sente à mesa tão tarde. Não há ninguém como eles para meter num só bolso um canivete enferrujado, uma fruta pela metade, um pedaço de cordão, um saco de pano vazio, dois bombons, seis moedas, um pedaço de algo desconhecido e um autêntico anel supersônico, de plástico e com um compartimento secreto.
Um menino é uma criatura mágica. Você pode fechar-lhe a porta do armário, mas não a do seu coração; pode expulsá-lo do estúdio, mas não da sua mente.
Todo o poder do mundo a ele se rende. Ele é o nosso amo e chefe, ele, que é só um monte de ruídos com a cara suja. Porém, quando você chega em casa à noite, com suas esperanças e ambições destruídas, ele pode tudo remediar com seu sorridente: “oi mamãe!

Fonte: Bebeblogger.com.br/

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final."

Li esse texto do Fernando Pessoa e achei muito propício para o momento atual da minha vida... Mudanças são necessárias...

"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!), mudar de casa, destruir recordações, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… E o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época em que você podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era e se transforme em quem é.
Torne-se uma pessoa melhor e assegure-se de que sabe bem quem é você próprio, antes de conhecer alguém e de esperar que ele veja quem você é.
E lembre-se: “Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A horta

Já há alguns dias que o Gabriel vem falando que queria fazer um horta. Não temos espaço pra fazer isso e nem quintal, mas para mostrar a ele como funciona o processo de plantio, então compramos uns pacotinhos de sementes, terra e fizemos um canteiro em uma caixa uma pequena horta, onde ele mesmo colocou a terra e espalhou as sementes, ou melhor ele jogou o pacotinho inteiro de sementes... rs.rs. Vamos ver o vai da isso né. Mas ele ficou super feliz em plantar as sementinhas... Agora vamos esperar a salsinha e a rúcula nascerem...